Produtora de cimento ameaça suspender operações após decisão do Governo sobre preços
A tensão entre o Governo e a maior produtora de cimento em Moçambique agravou-se, após o Executivo anunciar a redução obrigatória do preço do cimento no mercado nacional, decisão divulgada a 9 de Março e desencadeou forte contestação por parte do Produtor.
A Cimentos de Moçambique advertiu que poderá interromper as suas actividades caso a medida não seja revista. A empresa, actualmente controlada pelo grupo chinês Huaxin Cement, considera que a fixação administrativa de preços pode comprometer a viabilidade económica da produção.
Num comunicado citado por vários meios de comunicação, a administração da empresa afirma que vender cimento abaixo dos custos operacionais poderá obrigar à paralisação das fábricas, caso não exista diálogo com o Governo ou uma eventual revisão da decisão.
A medida governamental surge num contexto de crescente pressão social causada pelo aumento do preço dos materiais de construção, situação que tem dificultado projectos habitacionais e elevado os custos de obras públicas e privadas. Com a redução dos preços, o Executivo pretende tornar a construção mais acessível e aliviar o peso
O impasse acontece numa fase considerada estratégica para a indústria cimenteira no país. Estão em andamento investimentos avaliados em centenas de milhões de dólares, incluindo a construção de uma nova unidade industrial no distrito de Chibabava, na província de Sofala, estimada em cerca de 280 milhões de dólares.

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