CTA Confronta Banco de Moçambique sobre Escassez de Divisas e Alerta para Impacto na Economia


 CTA Confronta Banco de Moçambique sobre Escassez de Divisas e Alerta para Impacto na Economia


A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) contestou publicamente a recente declaração do Banco de Moçambique (BM), que havia garantido a existência de divisas suficientes para atender à demanda do mercado nacional. 


Em conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, o presidente cessante da CTA, Agostinho Vuma, expôs um cenário bem diferente, alertando para a escassez de moeda estrangeira e seus potenciais efeitos sobre a economia.


Segundo Vuma, há uma crescente falta de liquidez em moeda estrangeira nos bancos comerciais, dificultando pagamentos a fornecedores externos. 


Para sustentar sua afirmação, apresentou documentos que comprovariam a existência de empresas com facturas pendentes, totalizando cerca de 402 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2024.


Além disso, revelou que, em reuniões com o Banco de Moçambique, a CTA levou representantes de 15 empresas afetadas para discutir a questão, mas não obteve uma resposta concreta do regulador do sistema financeiro.


Setores mais afetados

A escassez de divisas tem impactado especialmente a indústria transformadora, que depende da importação de matéria-prima e equipamentos, e o setor do turismo, prejudicado pela suspensão da emissão de bilhetes por companhias aéreas internacionais em algumas agências moçambicanas. 


A dificuldade das transportadoras em repatriar receitas em dólar tem levado à redução das suas operações no país.


Enquanto o Banco de Moçambique mantém sua posição, a pressão da CTA e do setor empresarial pode forçar uma revisão da política cambial para evitar maiores danos à economia nacional.

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