Porta-voz do MDM confirma que Lutero Simango recebeu abaixo-assinado de grupo de membros descontentes a exigir reunião de urgência de quadros. Mas nega acusações de negociações de mandatos com FRELIMO.
Um grupo de membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Beira enviou uma carta à direção do partido, exigindo uma reunião para discutir questões internas e acusando a liderança de Lutero Simango de negociar lugares no parlamento com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
Em causa estão os encontros que o presidente do MDM, Lutero Simango, tem vindo a realizar com outros partidos com representação parlamentar e com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, face à tensão política que dura há pouco mais de dois meses.
Em declarações à comunicação social, esta semana, os membros do MDM deram conta que "o presidente vai às reuniões da Presidência da República e quando volta não diz o que se tratou. Entretanto, vemos que os números dos assentos na Assembleia da República subiram para oito. Eventualmente, nesta subida pode haver trocas, não sabemos o que o MDM vai oferecer à FRELIMO para ter podido receber mais quatro deputados", disse Elias Impuire, representante do grupo contestatário.
Em entrevista à DW, o porta-voz do MDM, Ismael Nhacucue, confirmou a receção da carta, mas negou qualquer negociação com a FRELIMO, afirmando que Simango participa apenas em diálogos para resolver a crise política no país.
O líder do partido deverá pronunciar-se sobre o assunto em breve.

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